Tradição doceira pelotense deve se tornar patrimônio imaterial do Brasil

PROCESSO DE REGULAÇÃO DEMOROU CERCA DE 10 ANOS

A tradição doceira de Pelotas e antiga Pelotas (composta pelos atuais municípios de Capão do Leão, Turuçu, Morro Redondo e Arroio do Padre) está prestes a se tornar patrimônio imaterial do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). A informação foi repassada à prefeita Paula Mascarenhas, em reunião em seu Gabinete, nesta sexta-feira (9), por técnicos e pelo diretor do Departamento de Patrimônio Imaterial, Hermano Queiroz.

“Esse processo de regulação demorou cerca de 10 anos e está finalmente chegando ao fim. Só falta o parecer da relatora Márcia Sant’anna. A análise do Conselho do Iphan está marcada para abril”, explicou Queiroz.

Os técnicos elogiaram a cultura do doce e a forma como esta tradição persiste com o passar das gerações.

“O doce pelotense é resultado da mistura entre os portugueses e os escravos africanos. Além disso, temos os doces coloniais, feitos por alemães e italianos imigrantes. Nossa produção doceira é nossa identidade”, analisou a prefeita Paula Mascarenhas.  Participaram do encontro o secretário de Cultura, Giorgio Ronna, e a arquiteta Paulina Von Laer.

URL da notícia: http://diariodamanhapelotas.com.br/site/tradicao-doceira-pelotense-deve-ser-tornar-patrimonio-imaterial-do-brasil/