Projeto Cultural em destaque na Fenadoce 2019

Cantando e dançando Pelotas e sua história, os 16 artistas que compõe o elenco de artes cênicas da Fenadoce 2019 mostraram, em primeira mão, os personagens que irão circular pelos corredores da feira. São uma representação de barões, baronesas, mulheres negras, homens negros, entre outros personagens, que demonstram a sua importância para a cidade, fazendo uma releitura da Pelotas do século XVIII, desde a construção das charqueadas.

Quem vai contar essa história serão personagens inspirados em Barões e Baronesas Pelotenses abolicionistas: o Barão e a Baronesa de Caqui, o Barão e a Baronesa da Aliança e o Barão e a Baronesa de São Gonçalo, personagens que são releituras dos verdadeiros barões de Pelotas. Junto deles Sebastião, Benedita, Casimiro, Núbia, Bento, Flora e Esperança compõem o núcleo de personagens que registra a importância dos negros para a cidade de Pelotas e que vão levar ao público marchinhas de carnaval que falam sobre, a Pelotas do sal, do açúcar, da dança, da libertação, do carnaval e do tambor de sopapo.

Assim como a decoração da Biblioteca Pública Pelotense nesta noite, o Centro de Eventos da Fenadoce vai receber painéis com 6 metros de altura, do designer e artista Leandro Selister. O pelotense de coração, que viveu dos 2 aos 18 anos na cidade, fala emocionado sobre a oportunidade de ter seu trabalho na Fenadoce 2019: “Me sinto muito emocionado. Morei muito tempo aqui, e é muito importante devolver pra Pelotas tudo que ela me deu”, afirma.

O trabalho de Leandro estará em destaque no Espaço Arte do Doce, onde o público verá cinco representações do patrimônio pelotense: o Mercado Público, a Biblioteca, o Chafariz das Nereidas, o Teatro 7 de abril e a cozinha do Museu do Doce. Além disso, 21 fotografias de detalhes do patrimônio poderão ser acessadas por meio de QR Codes, e compartilhadas gratuitamente pelas redes sociais.

Além disso, os visitantes da Fenadoce 2019 poderão apreciar o trabalho de Selister em conjunto com as bordadeiras do Grupo Doces Linhas, do Museu do Doce, coordenado pela professora da UFPel, Antonieta Dall'igna. O grupo composto por 12 bordadeiras da terceira idade, bordaram em tecido alguns desenhos de detalhes do patrimônio de Pelotas, feitos pelo artista.

“Espero que a cidade entenda a importância do conjunto histórico e da necessidade de cuidar disso”, aponta Leandro Selister sobre o que espera do seu trabalho, que foi desenvolvido desde janeiro para a 27ª Fenadoce. Selister conta que fez e refez vários desenhos, com cuidado e atenção aos detalhes que cada espaço representado possui, e encerra afirmando: “Olhar o que temos, para cuidar. Estimular isso é meu maior objetivo”.

Fonte: Reverso Comunicação Integrada