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Notícias da CDL

SPC aponta alta de 5,7% no nível de inadimplência em janeiro

Publicado 11/02/2010 13:45

A inadimplência no comércio varejista cresceu 5,67% em janeiro em relação a dezembro do ano passado, de acordo com dados divulgados pela CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) nesta quinta-feira.

De acordo com a confederação, o aumento nos atrasos de pagamentos se deve ao maior comprometimento da renda dos consumidores com os gastos de fim de ano e com os tradicionais de janeiro, como matrícula e material escolar e impostos.

Na comparação com janeiro de 2009, porém, a inadimplência caiu 3,14%. "O resultado se deve principalmente ao aumento do rendimento real e à evolução do crédito ao consumidor", afirma a CNDL em nota.

Já o número de consultas ao SPC Brasil (Serviço Nacional de Proteção ao Crédito) - que são feitas em casos de compras a prazo e pagamento em cheque teve queda significativa em relação a dezembro de 25,83% por conta das grandes vendas registradas no último mês do ano. Em relação a janeiro de 2009, as consultas cresceram 7,11%.

O maior número de inadimplentes (54,01%) se deu nas faixas acima de R$ 100. "A concentração em valores mais altos é explicado pela redução do IPI de móveis e eletrodomésticos, que facilitou as compras de bens de maior valor agregado", completa a nota.

Houve queda de 19,03% no número de regularização de débitos em janeiro. No mês passado, as mulheres continuaram sendo as que mais pagaram suas dívidas (55,82%).

Juros

Para o presidente da CNDL, Roque Pellizzaro Júnior, a queda na inadimplência em janeiro na comparação com o mesmo mês do ano passado mostra uma tendência que, se concretizada, pode ajudar a diminuir as taxas de juros no comércio varejista, já que o lojista terá um risco menor de não receber o dinheiro.

"Se concretizando a redução de risco, nós, mesmo que tenhamos um aumento para o consumidor da [taxa básica de juros] Selic, um pode compensar o outro", afirmou.

Pellizzaro criticou ainda as previsões feitas pelo mercado financeiro de aumento na Selic nos próximos meses por parte do Banco Central.

"É uma situação muito simplista você combater essa questão inflacionária só com taxa de juros. O BC deveria pensar junto com o Ministério da Fazenda uma outra solução", completou.

 

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Fonte: Folha Online

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