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Publicado 12/11/2009 13:26
GM anuncia a contratação de 600 funcionários, seguindo uma tendência de retomada do setor
Com vendas aquecidas e aumento da produção, a indústria automotiva voltou a contratar, após o período de dispensas e ampliação de férias coletivas devido à crise global.
A General Motors, por exemplo, que no início deste ano dispensou 1,6 mil funcionários apenas na sua fábrica de São Caetano do Sul (SP), anunciou ontem a contratando 600 pessoas para as suas unidades de São Caetano, São José dos Campos e Mogi das Cruzes, todas no Estado de São Paulo. Será dada preferência para quem já trabalhou na empresa.
A GM foi a primeira a realizar corte em massa do setor, demitindo 744 funcionários em São José dos Campos em janeiro. Agora, a montadora pretende ampliar a produção de veículos e peças para atender à demanda nesse fim de ano e no próximo.
“Nossa expectativa é a de atingir um recorde histórico de vendas neste ano de 2009”, destacou, em nota, o vice-presidente da GM, José Carlos Pinheiro Neto.
Já a Mercedes-Benz informou ainda no final de setembro a abertura de processo de contração de 1.310 trabalhadores para a planta de São Bernardo do Campo (SP), incluindo aprendizes e temporários que já atuavam na montadora.
A Ford informou, no último dia 19, que iria contratar 278 empregados horistas para sua unidade de Taubaté (SP). A empresa irá fabricar lá uma nova linha de motores.
Os fornecedores de autopeças também começam a acenar para uma recuperação e, em setembro, contrataram 900 pessoas, somando um quadro de 198,9 mil trabalhadores, ante 203,4 mil em janeiro.
As novas contratações ocorrem em um contexto de demanda aquecida e produção mais acelerada. Em outubro, as montadoras produziram 316 mil veículos – entre automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus –, 15,7% mais em relação a setembro, segundo a Anfavea (a associação das montadoras). Foi o segundo melhor resultado da história da indústria automobilística no país, atrás de julho de 2008 (quando foram fabricadas 318 mil unidades).
As vendas de veículos no mercado interno devem superar as expectativas da Anfavea para este ano e fechar em mais de 3 milhões. Além de atender ao mercado interno, a indústria tenta recompor seus estoques, que estão abaixo do nível considerado confortável.
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Fonte: Zero Hora