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Publicado 31/03/2010 13:51
Os consumidores têm nesta quarta-feira sua última chance para comprar veículos flex com o desconto no IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) dado pelo governo federal durante 15 meses.
Já o tributo para móveis sobe para 5% a partir de amanhã (1º). Até hoje, os produtos são isentos de IPI e, antes do período de desoneração, a alíquota era de 10%. A redução permanente de alguns produtos vai gerar uma perda de receita fiscal de R$ 34,88 milhões por mês para o governo, de acordo com a Receita Federal.
Com o imposto reduzido, os preços dos veículos têm um abatimento médio de 4%. As montadoras já alertaram que não será possível absorver nos custos o aumento da carga tributária, o que levará ao repasse do IPI tão logo o benefício chegue ao fim. A alíquota do imposto para carros bicombustíveis ou a álcool 1.0, que está hoje em 3%, volta ao patamar de 7% nesta quinta-feira.
"Essa alíquota terá de ser repassada integralmente ao consumidor. Esse é um entendimento de todas as montadoras", disse o gerente de marketing regional da Chevrolet, Rodrigo Rumi, em entrevista à Folha na semana passada.
Ele ressaltou, porém, que mesmo após o dia 31 ainda será possível encontrar modelos com o preço menor, já que os concessionários ainda terão em seus estoques unidades faturadas antes do início de abril. "Mas isso vai durar poucos dias e não há garantia de que o cliente encontre o modelo de sua escolha nessas condições", afirmou.
Por conta da antecipação de compras dos consumidores, a venda de veículos em março bateu recorde antes mesmo de o mês terminar, segundo dados da Fenabrave (associação das concessionárias). Até o dia 29, foram comercializadas 453.780 unidades. Os dados incluem automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus e motos.
O resultado é 29,86% acima do registrado em fevereiro, quando as vendas somaram 349.433. Segundo as estimativas da Fenabrave, o setor deverá negociar, no total, 508.593 unidades, que resultará em um crescimento de 45,55%.
"Segundo as nossas projeções, será o melhor mês da história para os segmentos de automóveis, comerciais leves e caminhões, mostrando que o governo acertou ao reduzir a alíquota do IPI para os veículos e também a redução significativa do custo do Finame para caminhões", afirmou Sérgio Reze, presidente da Fenabrave. A entidade ressaltou ainda que a oferta de crédito ajudou a estimular as vendas do setor.
Para Reze, a volta do IPI aos patamares originais não deve alterar significativamente os resultados esperados para o setor em 2010, quando a entidade projeta crescimento de 8,8%. Considerando apenas automóveis e comerciais leves, o aumento nas vendas foi de 34,70% em relação a fevereiro. Foram vendidas 284.712 unidades, contra 211.371 do mês passado.
O governo anunciou a redução do IPI sobre carros em dezembro de 2008 como medida de combate à crise global, que, no Brasil, levou a uma acentuada queda nas vendas das montadoras e desemprego no setor.
O benefício, que inicialmente deveria terminar no final de março de 2009, foi três vezes prorrogado, até que o governo estipulou um retorno escalonado do imposto.
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Fonte: Folha Online
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