5 Lições de um regente de orquestra para ser um ótimo líder

Aprenda com o maestro Roger Nierenberg a conduzir um time mais engajado e confiante

Por Mariana Iwakura, de Phoenix (EUA)

Em suas palestras, o maestro Roger Nierenberg usa a música como meio para ensinar liderança, trabalho em equipe, confiança e responsabilidade. Junto com uma orquestra profissional, ele envolve a plateia em desafios e execuções que mostram a importância de um líder que sabe engajar as pessoas e obter os melhores resultados. “Para isso, é preciso mobilizar a equipe e fazer com que as pessoas tenham a mesma visão que você. Por essa visão, elas estarão dispostas até a fazer sacrifícios”, disse Nierenberg em uma palestra-concerto na 58a Convenção Anual da IFA (International Franchise Association), em Phoenix, nos Estados Unidos. Confira as principais lições de liderança ressaltadas pelo maestro.

1. A informação precisa circular
Quando uma orquestra está tocando, o som é direcional. Se uma pessoa está sentada atrás dos músicos, ouve menos – e com menos detalhes – do que quem está à frente da orquestra, nas primeiras fileiras da plateia. “Nas empresas, funciona da mesma forma. Existem mesas em que a informação não chega. As pessoas que ocupam esses lugares sentem que nunca ficam sabendo de nada”, afirma Nierenberg. É necessário incluir essas pessoas no fluxo da comunicação.

2. O pódio tem pontos cegos
Não importa onde uma pessoa se sente na plateia, haverá lugares que ela não conseguirá enxergar. O líder precisa ajudar todas as pessoas a ver melhor. Mas mesmo ele, que fica no pódio, não tem uma visão completa de tudo. O condutor não conhece os sentimentos de todas as pessoas que estão dentro da equipe. Ele deve, então, se esforçar para entender quão satisfeitos os profissionais estão naquelas atividades.

3. A microgestão inibe a equipe
O maestro que tenta controlar todos os detalhes da música com a batuta não deixa espaço para a criatividade dos membros da orquestra. “O esforço para fazer tudo corretamente não cria conexão na equipe”, diz Nierenberg. “O líder deve proporcionar um nível de engajamento suficiente para que, na presença dele, as pessoas se sintam tão livres quanto na sua ausência.”

4. A estratégia precisa ser clara
Nierenberg faz um experimento com a orquestra: pede para que eles executem uma peça como se fosse a trilha sonora para o nascer do sol. Como os músicos são muito bem treinados e estão em sintonia entre si, eles conseguem, por um lado, seguir o líder e, por outro, usar seu talento para executar algo difícil. “O importante é ter uma estratégia clara e fazer com que a equipe saiba o que o líder considera um sucesso. Dessa forma, o time faz bem a parte operacional, e o condutor se mantém na estratégia.”

5. A confiança facilita as mudanças
Nierenberg costuma trabalhar com orquestras diferentes, dependendo da cidade onde ele dá palestra. Ele tem pouco tempo para ensaiar com os músicos antes de propor a eles atividades inusitadas em frente a milhares de desconhecidos. Por isso, seu primeiro passo é construir a confiança na relação com os músicos. O maestro passa primeiro tarefas mais simples. Depois, dá desafios maiores, que exijam virtuosismo, mas que não sejam muito difíceis. Então, ele começa a fazer pedidos mais complexos, como tocar a mesma peça várias vezes, mas com tempos e estilos diferentes. “Na media em que eles obtêm bons resultados, ficam mais engajados e reagem bem à mudança”, diz ele.

Imagem: A confiança dos músicos no regente é uma das bases da boa liderança, segundo o maestro Roger Nierenberg (Foto: Divulgação)
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